Lula pede ponderação e menos ideologia em discurso ambiental


Em discurso durante o lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2009/10, ontem, 22, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu que discussão sobre a preservação ambiental não seja tratada de forma ideológica. Lula chegou a afirmar que os adversários do Brasil no exterior adotam esse tipo de discurso para questionar programas como o de biocombustíveis.

"Não metam o dedo sujo de combustível fóssil no nosso combustível limpo", afirmou. Ao explicar a posição do governo sobre a questão ambiental, o presidente recorreu à metáfora de uma mãe que é pressionada por dois filhos que desejam decisões diferentes.

"Ela vai ter que tentar mediar", explicou Lula, em entrevista no Parque de Exposições Ney Braga, em Londrina (PR). Para Lula, o Brasil está chegando a um ponto de equilíbrio. Ele citou o exemplo da carta-compromisso que será assinada ainda nesta semana com empresários do setor de etanol prevendo melhores condições de trabalho no setor.

Ainda sobre a questão, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, avaliou que sua pasta adota uma postura técnica sobre a discussão ambiental.
Segundo Stephanes, a legislação ainda tem erros, e há dois caminhos possíveis. O primeiro, de acordo com o ministro, seria retirar da legislação o que não é necessário, mantendo o desmatamento zero no bioma amazônico e em novas áreas ou, se a sociedade decidir que não é mais possível plantar em determinadas terras - topo de morros e várzeas -, indenizar os produtores. Stephanes disse que 16 mil itens formam a legislação ambiental entre resoluções, portarias, decretos e leis.

"Eu acho que temos divergências. Seria importante que a gente harmonizasse essas divergências, mas acho que ele continua um pouco no viés ideológico e eu procuro discutir a questão no viés técnico e científico", disse Stephanes, em entrevista no final da solenidade a respeito de sua divergência de pensamento com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Diferentemente de sua visão, o ministro da Agricultura considerou que o colega do Meio Ambiente ainda tem um viés ideológico.

Fúlvio Costa, com informações da AE
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