Obama festeja aprovação de lei climática e pede retirada de imposto sobre importações

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, festejou neste fim de semana, a aprovação da lei climática na Câmara Federal daquele país, na última sexta-feira, 24, e classificou-a de “extraordinário primeiro passo”.
O Ato de Energia Limpa e Segurança 2009 recebeu 219 votos favoráveis e 212 contra, e agora precisa ser aprovado no Senado para virar lei.

Obama, contudo, disse neste domingo, 28, que espera que o Congresso retire uma cláusula que impõe, em 2020, tarifas sobre importações de países que não tenham um sistema de preços ou limites sobre as emissões de dióxido de carbono.

“Em uma época em que a economia mundial ainda está em recessão e vemos uma queda significativa no comércio global, eu acho que precisamos ser muito cuidadosos em enviar qualquer sinal de protecionismo”, afirmou Obama, segundo o jornal Washington Post.

A lei climática prevê uma redução das emissões de gases do efeito estufa em 17% até 2020 e 83% até 2050, em relação aos níveis de 2005.

Fonte: Washington Post
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Avião movido a energia solar prepara volta ao mundo

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Na próxima sexta-feira, 26, o Grupo Altran apresenta na Suiça, o Solar Impulse, primeiro avião movido a energia solar programado para planos de voo noturno.

A empresa, que desde 2003 é líder européia em consultoria e inovação, está envolvida como parceira oficial do projeto. Para conciliar a criação da novidade, grupo de pesquisadores usou conhecimentos nos setores de aeronáutica e energia, bem como habilidades em gestão de risco para a conclusão da ideia.

A participação do grupo acontece em diversas áreas do projeto, entre elas, a criação de um simulador de tarefas. “Esse simulador permite à equipe a capacidade de antecipar as dificuldades inerentes ao projeto e à concepção das soluções mais eficazes”, afirma Patrick Dauga, do grupo CEO Américas.

O Solar Impulse projetado na Suiça já realizou três voos por meio de um simulador ao longo dos últimos três anos, o que proporcionou a avaliação do comportamento e percurso da aeronave, em condições meteorológicas reais.
5 mil parâmetros avaliaram o desempenho do avião, entre eles, o consumo de energia, bateria, gestão de painel solar, potência do motor, gestão de autorizações de sobrevôo, decisões do piloto e modelos de voo.

Segundo o cronograma do projeto, este ano será realizado o primeiro percurso noturno. No próximo ano, estão previstas duas grandes viagens: cruzar os Estados Unidos e depois o Oceano Atlântico e, em maio de 2011, dará uma volta ao mundo tripulado, com piloto Michel Picard a bordo, com escalas em todos os continentes.

A Altran
Fundada em 1982, na França, a Altran é líder no mercado europeu de Consultoria em Tecnologia e Inovação, destacando-se, no setor, como uma das empresas maiores do mundo. A empresa emprega mais de 18 mil colaboradores e mantém operações em mais de 20 países, entre eles, Alemanha, Argentina, Áustria, Bélgica, Brasil (São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília), China, Coréia, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Inglaterra, Irlanda, Itália, Japão, Luxemburgo, México, Portugal, Suécia, Suíça e Venezuela. Em 2008, o grupo faturou cerca de US$ 3 bilhões. Entre as empresas que compõem o grupo Altran, destacam-se Arthur D.Little, Cambridge Consultants, Hilson Moran, Control Solutions, Media Aerospace, Pr(i)me, DCE Consultants, Praxis, Synetics, Segime.
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Lula pede ponderação e menos ideologia em discurso ambiental

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Em discurso durante o lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2009/10, ontem, 22, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu que discussão sobre a preservação ambiental não seja tratada de forma ideológica. Lula chegou a afirmar que os adversários do Brasil no exterior adotam esse tipo de discurso para questionar programas como o de biocombustíveis.

"Não metam o dedo sujo de combustível fóssil no nosso combustível limpo", afirmou. Ao explicar a posição do governo sobre a questão ambiental, o presidente recorreu à metáfora de uma mãe que é pressionada por dois filhos que desejam decisões diferentes.

"Ela vai ter que tentar mediar", explicou Lula, em entrevista no Parque de Exposições Ney Braga, em Londrina (PR). Para Lula, o Brasil está chegando a um ponto de equilíbrio. Ele citou o exemplo da carta-compromisso que será assinada ainda nesta semana com empresários do setor de etanol prevendo melhores condições de trabalho no setor.

Ainda sobre a questão, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, avaliou que sua pasta adota uma postura técnica sobre a discussão ambiental.
Segundo Stephanes, a legislação ainda tem erros, e há dois caminhos possíveis. O primeiro, de acordo com o ministro, seria retirar da legislação o que não é necessário, mantendo o desmatamento zero no bioma amazônico e em novas áreas ou, se a sociedade decidir que não é mais possível plantar em determinadas terras - topo de morros e várzeas -, indenizar os produtores. Stephanes disse que 16 mil itens formam a legislação ambiental entre resoluções, portarias, decretos e leis.

"Eu acho que temos divergências. Seria importante que a gente harmonizasse essas divergências, mas acho que ele continua um pouco no viés ideológico e eu procuro discutir a questão no viés técnico e científico", disse Stephanes, em entrevista no final da solenidade a respeito de sua divergência de pensamento com o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Diferentemente de sua visão, o ministro da Agricultura considerou que o colega do Meio Ambiente ainda tem um viés ideológico.

Fúlvio Costa, com informações da AE
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“Ainda este ano o mundo abrigará 1 bilhão e 20 milhões de famintos”, estima FAO

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“1 bilhão e 20 milhões de pessoas em 2009”. Este é o número de famintos que o mundo irá abrigar até o fim do ano, segundo cálculos da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).

De acordo com a organização, em comparação ao ano passado, o mundo ganhou mais 100 milhões de famintos. O que em números significa que 99% dessas pessoas vivem em países em desenvolvimento.

A FAO aponta que a crise econômica só agravou a situação dos famintos. “Os altos índices de desemprego e a redução salarial também levaram mais famílias a baixar a quantidade de refeições diárias”, declarou a organização.

O diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, disse que a fome é uma crise silenciosa que afeta agora 1/6 da população global. Para ele, o problema é um grave risco para a paz e a segurança no mundo.

Em nota publicada na última sexta-feira, 19, o chefe da FAO pediu aos países pobres para reforçar sua produção agrícola porque o setor é essencial na luta contra a pobreza e a fome. O número de famintos tem aumentado em todo o mundo com exceção da América Latina e do Caribe. A região com a maior parte das pessoas que passam fome é a da Ásia-Pacífico, seguida pela África Subsaariana, América Latina, norte da África e o Oriente Médio.

Fúlvio Costa, com informações da Rádio ONU
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Filme sobre massacre de povo indígena vence 11º Festival Internacional de Cinema Ambiental

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Venceu o 11º Festival Internacional de Cinema Ambiental (Fica) o documentário Corumbiara, de Vicent Carelli. O prêmio foi entregue neste sábado, 20, na Cidade de Goiás. O filme realça o massacre de um grupo de índios isolados na Gleba Corumbiara, em Rondônia, na década de 1980.

O massacre foi denunciado pelo indigenista Marcelo Santos. Foi por meio de Santos que Carelli soube do fato e decidiu transformá-lo em filme, quando coordenava o projeto Vídeos das Aldeias.

O cineasta filmou as evidências do crime, mas foi desacredito, e a história caiu no esquecimento. Em 1995, ele voltou à região e encontrou a aldeia abandonada e os índios isolados. Tudo registrado no documentário.

"Só o cinema poderia resgatar uma história como essa, um crime de genocídio que o país simplesmente ignorou. É uma história emblemática, uma face oculta da história do Brasil", desabafou Carelli ao receber o troféu Cora Coralina, mais uma premiação de R$ 50 mil.

"Uma mudança no mar” filme norte-americano, de Barbara Ettinger, venceu na categoria melhor longa-metragem. As imagens foram captadas em mares do mundo inteiro. O documentário mostra o fenômeno da acidificação dos oceanos, provocada pelo aquecimento global.

O curta-metragem Mar de dentro, de Paschoal Samora, emocionou a plateia e os jurados com histórias de pescadores e levou o prêmio de R$ 25 mil da categoria.

O documentário Kalunga, de Luiz Elias e Pedro Nabuco, que levou às telas a história do maior território quilombola do país, no norte de Goiás, ganhou o troféu do júri popular.

Veja a lista completa de vencedores do 11° Fica

Maior destaque do festival: Corumbiara, de Vincent Carelli, 2009;

Melhor longa metragem: Uma mudança no mar, de Barbara Ettinger, Estados Unidos, 2009;

Melhor curta metragem: Mar de dentro, de Paschoal Samora, Brasil, 2008;

Melhor média metragem: Arrakis, de Andrea di Nardo, Itália, 2008;

Melhor série televisiva: Por trás do mundo, de Jakob Gottschau, Dinamarca , 2008;

Prêmio especial do júri Kalunga, de Luiz Elias e Pedro Nabuco, Brasil, 2009

Troféu Imprensa: A árvore da música, de Otávio Juliano, Brasil, 2009;

Melhor produção goiana: Ressignificar, de Sara Vitória, Brasil, 2009 e A última mordida, de Ângelo Lima, Brasil, 2009;

Menções honrosas: Sem grandes problemas, de Yacine Sersar, França, 2008; Bode rei, cabra rainha, de Helena Tassara, Brasil, 2008; Morrendo em abundância, de Yorgos Avgeropoulos, Grécia, 2008.

Fonte: AE
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"2012": filme com base em calendário Maia diz que o planeta Terra tem data para acabar

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Para o calendário dos povos Maias, o planeta Terra sobreviverá até 2012, ou seja, daqui a pouco mais de três anos. De acordo com previsões e estudos da civilização mesoamericana pré-colombiana: eventos terríveis, colisão de meteoros e planetas com a Terra, além de problemas de conservação da Terra com o efeito estufa, convergem para a destruição do globo e toda sua humanidade naquele ano.

O calendário Maia era usado no topo daquela civilização. Esta seria uma profecia? Coincidência? A chamada profecia Maia já tomou uma grande proporção na internet pelo mundo todo com milhões de adeptos acreditando firmemente que o mundo vai acabar em 2012.

A profecia está vendendo muitos livros e rendendo muitas palestras, documentários e DVDs pelo globo. Há uma infinidade de teorias diferentes. Em dezembro próximo será lançado nos cinemas o filme: "2012", que trata justamente da profecia Maia. De acordo com esse povo, a data final para o planeta será 21/12/2012.

Suspense será lançado nas grandes telas em 13 de novembro de 2009.

Confira trailer provisório do longa-metragem:

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Contador de dióxido de carbono em tempo real incentiva a redução da poluição na atmosfera

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Nova York acaba de inaugurar o primeiro contador de dióxido de carbono público em tempo real do mundo. O inusitado painel eletrônico tem por objetivo medir a quantidade de dióxido de carbono (CO2) presente na atmosfera.

Utilizando projeções mensais e outras tecnologias de medição desenvolvidas pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), o Contador de Carbono (Carbon Counter) foi criado para incentivar as pessoas a reduzirem suas próprias emissões.

Idealizado pelo Deutsche Bank, o medidor de 21 metros de altura mostra no momento mais de 3.6 trilhões de toneladas métricas de CO2 na atmosfera e deve registrar o acúmulo de mais de dois bilhões de toneladas por mês. “Nós não conseguimos enxergar os gases do efeito estufa, por isso é fácil esquecer que eles estão se acumulando rapidamente”, afirmou Kevin Parker, presidente da divisão de administração de recursos do Deutsche Bank.

O professor de ciência atmosférica do MIT, Ronald Prinn, explica os métodos utilizados pelo contador. “O número é baseado em medidas globais. Ele mostra o total estimado das toneladas de gases do efeito estufa em forma de dióxido de carbono, sendo que removemos os ciclos naturais para mais claramente mostrar as emissões relacionadas ao homem”.

Confira o contador online: http://www.know-the-number.com

Fonte: Agencias Internacionais
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Diocese de Santarém reflete “Espiritualidade Ecológica” em Seminário

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“Espiritualidade ecológica: Um olhar sobre o Baixo Amazonas”. Este é o tema do Seminário promovido pela diocese de Santarém (PA) e acontece nesta sexta-feira, 19, a partir das 8h.

O evento, promovido pela Pastoral Social diocesana, é dirigido aos representantes das paróquias, congregações religiosas, universidades, sindicatos, escolas, movimentos populares.

De acordo com a coordenação da Pastoral Social, o seminário vai discutir a situação do projeto da hidrelétrica São Luis do Tapajós que, para muitos será a destruição do rio Tapajós e das comunidades tradicionais que vivem ao longo de suas margens.

“Também será refletida a espiritualidade ecológica centrada na Criação e no bem das pessoas e dos povos, pois a ecologia é uma questão de sobrevivência”, completa a Pastoral.

Os interessados em participar podem fazer a inscrição pelo telefone 3522-1777 ou no Centro Diocesano de Pastoral, atrás da catedral de Nossa Senhora da Conceição.
O Seminário encerra no domingo, 21, e faz parte da prioridade pastoral da diocese de Santarém “Defesa da Amazônia, seus povos e sua biodiversidade”.

Mais informações: Padre José Cortes [coordenador da Pastoral Social] 9901-8722.
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Em Manaus, polícia apreende 163 filhotes de tartaruga que seriam vendidos em feira livre

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Na capital do Amazonas, onde deveria acontecer o exemplo de preservação da fauna e flora brasileira, acontece o contrário: vendedores oferecem animais em feira livre da cidade.

A Polícia Militar Ambiental do estado apreendeu 163 filhotes de tartaruga que estavam à venda. Flagrados durante uma ronda de rotina, os criminosos saíram correndo e conseguiram fugir. A apreensão aconteceu neste domingo, 14.

De acordo com informações do site Greenpeace, os animais passam por exames no Refúgio Sauim-Castanheiras especializado na recuperação de animais silvestres e assim que tiverem condições retornarão à natureza.

Fúlvio Costa, com informações do Greenpeace
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Curso de Gestão de Unidades de Conservação acontece em Manaus

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Começou nesta terça-feira, 16, em Manaus (AM) a 15ª edição do “Curso Introdutório de Gestão de Unidades de Conservação da Amazônia”. O objetivo da formação, que prossegue até o dia 25, é contribuir com a consolidação das novas unidades de conservação ligadas ao programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), bem como fortalecer a gestão das já existentes na região.

20 profissionais, entre gestores de unidades de conservação estaduais e federais e integrantes de instituições parceiras da gestão, participam desta 15ª edição do curso. A iniciativa é fruto da parceria entre o WWF – Brasil e o Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ), com a colaboração do Arpa.

Em cinco anos de parceria já foram beneficiadas 100 unidades de conservação direta e indiretamente. Mais de 300 pessoas já foram capacitadas. Com esses números, a iniciativa torna-se uma referência no Brasil.

A próxima edição do curso acontecerá em agosto.
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Acordo sobre emissões de gases poluentes na atmosfera

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“As sociedades afetadas pelas mudanças climáticas poderão ficar presas em um movimento sem volta de degradação ecológica, rumo ao fundo no qual as redes sociais entrarão em colapso, com tensões e aumento da violência. Nesse cenário, grandes populações se verão forçadas a migrar como única alternativa de sobrevivência imediata”, disse Charles Ehrhart, outro autor do estudo sobre mudanças climáticas.
Segundo o cientista, os migrantes se deslocarão fundamentalmente dentro do próprio país ou para países vizinhos. Conflitos parecem ser uma consequência inevitável nos próximos anos.

A atual estimativa, diz Sherbinin, é que a população mundial passe dos atuais 6,8 bilhões de habitantes para 9 bilhões em 2050. “Os países estão ficando sem locais para alocar pessoas produtivamente”, diz.

Os autores do estudo defendem a fundamental pressão que deve haver na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que acontecerá em Copenhague, na Dinamarca, entre os dias 7 e 18 de dezembro, para que os países diminuam a emissão de gases que estimulam o efeito estufa.

Mesmo que um acordo seja conseguido para diminuir as emissões de gases poluentes na atmosfera, diz o relatório, isso não ocorrerá a tempo de evitar todas as migrações.

Os cientistas recomendam que os países priorizem as populações mais vulneráveis e invistam em medidas preventivas: desenvolvimento de tecnologias de irrigação que usem menos água, diversificação econômica e sistemas nacionais de gerenciamento de desastres naturais.

“Novas maneiras de pensar e abordagens práticas são necessárias de modo a enfrentar as ameaças que a migração relacionada ao clima apresentam à segurança e ao bem-estar da humanidade”, disse Koko Warner, chefe do Instituto para Segurança Humana e Ambiental da Universidade das Nações Unidas e principal autora do relatório.

Fúlvio Costa, com informações do relatório da ONU

O relatório In search of shelter pode ser baixado em www.ciesin.columbia.edu/documents/clim-migr-report-june09_final.pdf
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Relatório da ONU adverte sobre catástrofes ambientais dos próximos anos

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Mais dados do relatório da ONU sobre mudanças climáticas afirmam que economias baseadas na pesca, ecossistemas, agricultura de subsistência, pecuária, irão falir nos próximos anos. Esse fato será fundamental para a migração forçada.

O relatório aponta ainda que as chuvas podem diminuir pela metade até 2080. As mudanças no clima deverão aumentar a freqüência e a intensidade de desastres naturais, como ciclones, enchentes ou secas. No norte do continente africano e no México, os agricultores já estariam deixando suas propriedades por conta das alterações nos padrões de precipitação.

Pelo menos 40 países devem sofrer com o aumento do nível do mar. Regiões densamente povoadas, como é o caso dos deltas do Nilo Mekong e Ganges devem sofrer intrusão de água salgada, alagamentos, erosão e destruição da agricultura.

Nações em ilhas do pacífico, como as Maldivas, com cerca de 300 mil habitantes, começam a considerar planos de relocação. Há uma projeção apontando que haverá elevação de dois metros para este século, fato que inundaria metade dos 3 milhões de hectares cultiváveis ás margens do Mekong, no sudeste asiático.

Fúlvio Costa, com informações do Relatório da ONU

O relatório In search of shelter pode ser baixado em www.ciesin.columbia.edu/documents/clim-migr-report-june09_final.pdf
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“Processo migratório vai movimentar 700 milhões de pessoas no mundo até 2050”, aponta estudo da ONU

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O mundo está prestes a fazer seu maior processo migratório de sua história. O alerta veio de cientistas ligados à Organização das Nações Unidas (ONU). A previsão é para a metade deste século: secas, enchentes, desastres naturais serão as principais causas da busca de locais mais seguros em busca da sobrevivência nas próximas décadas.

Este, segundo a ONU, seria o maior processo migratório da história. As rápidas mudanças climáticas globais são as responsáveis por esse processo. O panorama está presente num documentário produzido por cientistas ligados à ONU e á Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos, entre outras instituições.

O relatório “In search of shelter – Mapping the effects of climate change on human migration na displacement” foi divulgado no último dia 10, quarta-feira, na Conferência de Bonn, na Alemanha. O texto está disponível na internet e frisa que o processo migratório já começou.

Os autores afirmam no texto que não é fácil separar o deslocamento populacional, conflitos políticos, crises econômicas, crescimento populacional, esgotamento de áreas cultiváveis dos efeitos do clima.

“As mudanças climáticas eventualmente terão um papel dominante ao ampliar todos os demais fatores”, ressalta o relatório, que estima que o total de pessoas envolvidas nas migrações estimuladas pelas mudanças climáticas poderá pular de 50 milhões em 2010 para cerca de 700 milhões em 2050.

“O clima é o invólucro no qual todos nós vivemos nossas vidas. O relatório dispara a sirene de alarme. Geralmente categorizamos os pobres como aqueles que sofrerão mais, mas as sociedades mais ricas também perderão muito”, disse Alexander de Sherbinin, da Universidade de Colúmbia, um dos autores do trabalho.

O relatório é baseado em um levantamento global e inédito a respeito de migrações e de mudanças ambientais. Apresenta uma série de mapas detalhados que mostram como e onde podem estar as áreas com maior risco de serem atingidas.

Fúlvio Costa

O relatório In search of shelter pode ser baixado em
http://www.ciesin.columbia.edu/documents/clim-migr-report-june09_final.pdf
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Grupo se veste de alienígena e protesta contra mudança climática

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Na manhã desta terça-feira, 16, manifestantes vestidos de alienígenas promovem protesto em frente ao Banco Asiático de Desenvolvimento (ADB, sigla em inglês) em Manila, nas Filipinas. O local sediava uma conferência sobre mudanças climáticas. Ativistas do Greenpeace e do grupo britânico Oxfam tentaram entrar no Banco, mas foram impedidos.

Com informações do Correio Braziliense
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HOME, o filme: um convite à mudança de atitude

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"Mais do que um filme, Home vai ser um grande evento em todo o mundo", essas são as palavras que figuram no press release desse documentário que estreou no dia 5 de junho, oportunamente no Dia Mundial do Meio Ambiente. "Home" é um filme para aquecer a discussão sobre sustentabilidade ao ser o primeiro longa lançado simultaneamente em 50 países diferentes, em salas de cinema, em dvd, na tv, e para todo o planeta através do Youtube!

HOME é uma produção de Luc Besson e dirigido pelo fotógrafo Yann Arthus-Bertrand, que há anos defende a sustentabilidade do meio ambiente através da sua ong GoodPlanet.org, o filme tenta convencer sobre a responsabilidade para com o planeta.

Um alerta contundente, "Home" mostra as maravilhas e problemas de mais de 50 países ao redor do planeta e busca engajar na "reconstrução" da Terra em um período máximo de 10 anos, prazo estipulado antes que comecemos a enfrentar catástrofes ambientais ainda maiores do que as que já vivemos.

O filme é um convite à mudança de atitude obrigatória!

site oficial:www.home-2009.com

Confira trailer e making-of



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Na contramão dos ASPECTOS ECOLÓGICOS

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Não basta apenas falar de ecologia e preservação ambiental. Temos também que fazer nossa parte. Como diria o eterno CAZUZA: “O TEMPO NÃO PARA, NÃO PARA NÃO”.













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Amazônia: peça o veto à grilagem

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A Amazônia está ameaçada! A medida provisória da regularização fundiária, também conhecida como MP da grilagem, aprovada pelo Congresso Nacional, vai regularizar áreas ilegalmente ocupadas na Amazônia.

Isso vai estimular, ainda mais, o desmatamento, principal contribuição do Brasil para o aquecimento global. Essa situação é grave, pois o país já é o quarto maior emissor de gases de efeito estufa.

É hora de agir!
Só há uma chance de reverter essa ameaça! Ajude-nos a fazer isso. Peça ao Presidente da República que vete os artigos 2, 7 e 13 da MP 458/09.
Envie uma mensagem formal ao Presidente. Para isso, acesse o site da Presidência da República*. Em seguida, copie e cole o texto abaixo no formulário:

Presidente Lula,
Sou contra o aquecimento global e a favor da Amazônia e do desenvolvimento sustentável. Por isso, peço os seguintes vetos à MP 458/09:
• Artigo 2, incisos II e IV
• Artigo 7, e
• Artigo 13
Presidente Lula, assuma a liderança. Promova o desenvolvimento sustentável. E não a destruição da Amazônia!

Fonte: WWF - Brasil

ENVIE MENSAGEM AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA. CLIQUE AQUI
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Entidades recorrem ao presidente Lula em busca de veto à MP 458

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Na quarta-feira, 10, encerramento do Simpósio Internacional Mudanças Climáticas e Justiça Social, que aconteceu em Brasília, foi enviada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por representantes de 20 entidades sociais uma carta aberta solicitando o veto dos incisos II e IV do artigo 2º, do artigo 7º e do artigo 13 da Medida Provisória (MP) 458/09, que dispõe sobre a regulamentação fundiária das ocupações incidentes em terras situadas em áreas da União, no âmbito da Amazônia Legal”. A MP já foi aprovada pelo Senado e está nas mãos do presidente para ser sancionada.

Segundo as organizações signatárias da carta, na forma como está, a MP 458 “validará a apropriação indevida e a grilagem de terras públicas”. Ainda de acordo com as organizações, a MP favorece a anistia de terras públicas na Amazônia, a aceleração do desmatamento e a desfiguração do bioma.

A carta foi aprovada pelos 150 participantes do Simpósio Internacional “Mudanças climáticas e justiça social”, organizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Misereor (entidade católica da Alemanha) e diversos parceiros. O evento ocorreu no Centro Cultural de Brasilia (CCB), na capital federal, desde segunda-feira, 8.
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CPT pede veto a artigos da MP 458

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A Comissão Pastoral da Terra disse, em nota, no dia 9 de junho, que a MP 458 sobre a regulamentação fundiária na Amazônia vai promover a “farra da grilagem”. “A Medida Provisória 458, agora às vésperas de ser transformada em lei, regulariza posses ilegais. Beneficia, sobretudo, pessoas que deveriam ser criminalmente processadas por usurparem áreas da reforma agrária, pois, de acordo com a Constituição, somente 7% da área ocupada por pequenas propriedades de até 100 hectares (55% do total das propriedades) seriam passiveis de regularização”, diz a nota assinada pelo presidente da CPT, dom Ladislau Biernaski.

A CPT reclama do Governo por ter descartado “qualquer discussão” sobre a MP com os representantes dos trabalhadores do campo e da floresta. “Esta proposta de lei, que vai para a sanção do Presidente Lula, pavimenta o espaço para a expansão do latifúndio e do agronegócio na Amazônia, bem ao gosto dos ruralistas”, afirma a CPT.

A nota diz, ainda, que o presidente Lula ficou refém da bancada ruralista ao recorrer à senadora Kátia Abreu, “inimiga número um da reforma agrária”, para a aprovação da MP no Senado.

Leia a íntegra da nota aqui
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STF adia mais uma vez julgamento de recurso contra diploma em jornalismo

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Foi adiado, na tarde desta quarta-feira, o julgamento do Recurso Extraordinário RE 511961, que questiona a exigência do diploma em curso superior de Jornalismo como requisito para o exercício da profissão, foi remarcado para o dia 17 de junho. A Executiva da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) reúne-se neste feriado de Corpus Christi para traçar novas estratégias da campanha em defesa do diploma neste momento decisivo para o futuro do jornalismo brasileiro.

Às 16h30 de ontem, quando acompanhavam a sessão do STF, dirigentes da Fenaj foram informados de que o julgamento do processo sobre o diploma havia sido adiado, mas sem previsão de quando retornaria à pauta. Como a pauta das sessões é definida sempre na semana anterior e hoje é feriado, a nova data foi definida ontem à noite.

Outras matérias ordinárias também estarão incluídas na sessão da próxima semana. Mas a perspectiva é que com a definição da nova data o recurso sobre o diploma seja efetivamente apreciado. Às 9h desta quinta-feira, a Executiva da Fenaj, que está em vigília permanente, definirá os novos passos desta luta. O GT Coordenação Nacional da Campanha em defesa do Diploma também se reúne neste feriadão para tratar do assunto.

Com o processo de mobilização dos apoiadores da campanha intensificado nos últimos dias, a Federação dos Jornalistas e a coordenação do movimento esperam que as manifestações e articulações de novos apoios multipliquem-se com velocidade até o dia do julgamento.

“O fim da exigência do diploma para o exercício do Jornalismo significaria um grande golpe em nossa regulamentação profissional”, destaca Valci Zuculoto, diretora da Fenaj e componente da coordenação da campanha em defesa do diploma. “Não podemos deixar que os destinos do jornalismo no país fiquem ainda mais à mercê dos interesses dos donos da mídia”, diz. “Nossa expectativa é de que o STF se posicione pela manutenção da obrigatoriedade da formação. Mas para que isto se confirme, precisamos, todos, seguir firmes na luta”, conclui.

Fonte: Fenaj
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No interior do Maranhão, a cada criança nascida é entregue uma muda de planta nativa

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No último dia 5, Dia Mundial do Meio Ambiente, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente do município de Grajaú, no estado do Maranhão, lançou em parceira com um hospital da cidade, o projeto “Plantando Vidas” que visa entregar a cada criança nascida no hospital, uma muda de planta. As mudas são essências nativas e frutíferas, cultivas no Viveiro criado pela Secretaria do Meio Ambiente, nas dependências do hospital Itamar Guará, desde agosto de 2007.

Para o secretário do Meio Ambiente, Antônio Fernando dos Santos Barros, a finalidade do cultivo dessas mudas é garantir “a autosustentação da natureza que se encontra a cada dia destruída”. O secretário afirmou também que é uma forma para educar as pessoas, “especialmente as crianças e jovens para despertar a responsabilidade com a preservação da natureza”.

De 2007 a 2008, mais de 10 mil mudas foram replantadas no município de Grajaú, em locais degradados pela ação humana, nos espaços públicos, praças e escolas. Neste ano, “de janeiro a maio, 4 mil mudas já saíram do viveiro municipal de plantas”, disse Leonete Lima, assessora da Secretaria.

Outros eventos fizeram parte da comemoração. Dia 4, foram entregues mudas de Ipê, nas escolas da rede pública municipal, estadual e particular. Na tarde do dia 5, às 16h, no salão da Grota da Luz, aconteceu uma palestra proferida pelo secretário municipal do meio ambiente, Antônio Fernando sobre aquecimento global. Houve uma boa participação de professores, alunos, entre outros.

Sobre o projeto “Plantando Vidas”, o secretário disse que ao final de um ano, com a perspectiva de 100 nascimentos por mês, uma quantidade significativa de plantas, “chegaram nos lares de Grajaú, criando uma cultura para a preservação e amor pela a natureza”. O secretário garantiu que o projeto será estendido a outros hospitais.

Fúlvio Costa
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STF julga obrigatoriedade do diploma de jornalista

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O blog Aspecto Ecológico defende a obrigatoriedade do diploma ao mesmo tempo em que defende a qualificação profissional do jornalista. “Melhor para o jornalismo, melhor para a sociedade”.

Está incluído na pauta desta quarta-feira, 10, do Supremo Tribunal Federal (STF) o julgamento do recurso extraordinário RE 511961, que questiona a constitucionalidade da exigência do diploma como requisito para o exercício da profissão de jornalista.
Diante desse impasse, a executiva da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e a Coordenação Nacional da Campanha em Defesa do Diploma, convocam os jornalistas, entidades e instituições apoiadoras do movimento a intensificarem as iniciativas de fortalecimento desta luta e de sensibilização dos ministros do STF.

A Fenaj prepara nova manifestação em Brasília para amanhã. Organizar caravanas para o ato em Brasília e manifestações públicas nos estados são as duas principais orientações da Federação e Coordenação Nacional da Campanha em Defesa do Diploma.

A Federação solicita que os Sindicatos, faculdades e demais apoiadores desta campanha encaminhem informações sobre as atividades a serem realizadas para o e-mail boletim@fenaj.org.br.

No Paraná, o Sindicato dos Jornalistas do já agendou manifestação na Boca Maldita (Centro de Curitiba) para as 13h de amanhã. No mesmo dia e horário, o Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco programou manifestação em frente ao Tribunal de Justiça do estado.

Outra forma de protestar é enviando mensagens aos ministros do STF e postar apoios no site da Fenaj. Até o momento já foram postadas 3.356 mensagens.

“Derrubar a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista só interessa àqueles que desprezam o livre exercício do jornalismo com qualidade e ética e o direito da sociedade à informação. Por isso, neste momento decisivo é fundamental ampliar os apoios sociais a esta campanha. Neste sentido devem-se buscar, nos estados, manifestações de parlamentares e personalidades que fortaleçam esta luta, bem como estimular a adesão à rede social "Jornalista, só com diploma", em favor da obrigatoriedade da formação específica e de nível superior para o exercício da profissão”, adverte a direção da Fenaj.

Fúlvio Costa
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Depois de quebra-pau, Minc quer aliança entre meio ambiente e agronegócio

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O ministro da pasta do Meio Ambiente, Carlos Minc, baixou o tom contra os ruralistas e voltou a afirmar ontem, 8, que irá procurar a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), para buscar entendimento entre os interesses dos ambientalistas e dos produtores rurais em relação a mudanças na legislação ambiental.

Minc, que há duas semanas chamou os ruralistas de “vigaristas”, foi denunciado pela CNA na Comissão de Ética Pública da Presidência da República e na Procuradoria-Geral da República por crime de responsabilidade. “Não guardo ressentimento. Sou bom de fazer briga e bom de fazer as pazes”, afirmou.

“Se eu fiz as pazes com o governador Maggi [Blairo Maggi, de Mato Grosso], com o pessoal da soja e com o pessoal da cana, por que não posso fazer as pazes com a senadora Kátia Abreu, que é muito mais articulada e muito mais bonita?”, acrescentou.

O ministro disse que vai propor à senadora uma aliança entre o meio ambiente e o agronegócio, mas sem as facilidades acordadas com os agricultores familiares. “Não existirá aliança para o Brasil que não inclua também a grande produção. Tem que ter um tratamento diferenciado, mas isso não significa discriminação”, apontou o ministro.

As concessões para os agricultores familiares na mudança do Código Florestal somam Área de Preservação Permanente (APP) e da reserva legal no cálculo da parte da propriedade a ser preservada, o uso de espécies não nativas para recomposição do que foi desmatado, com a utilização de árvores frutíferas, por exemplo, e a simplificação da averbação da reserva legal.

“Para os grandões, que têm muita terra e muito dinheiro, a gente também vai simplificar, talvez não tanto assim”, avaliou.

MP 458
Em relação à Medida Provisória 458, que facilita a venda de terras na Amazônia, relatada por Kátia Abreu e aprovada pelo Senado na última semana, Minc reafirmou que pedirá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que vete alguns pontos do texto.

“Não se trata de derrubar tudo. No essencial o projeto vai ser benéfico para a Amazônia, se trata de tirar pontos que abrem brecha para, em vez de beneficiar o posseiro, beneficiar o grileiro. O projeto foi desfigurado. Vamos pedir o veto. Não significa que o veto será dado. É uma decisão do presidente.”

Entre as alterações que o texto da MP recebeu no Congresso estão a possibilidade de venda da terra três anos após a regularização, e não dez como queria o governo – e a extensão das facilidades de compra da terra para pessoas jurídicas.
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Professor titular da USP afirma que governo, mídia, sociedade organizada, ciência e academia devem se unir para combater aquecimento global

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Coordenada pelo professor do curso de engenharia ambiental da Universidade Católica de Brasília (UCB), Genebaldo Freire Dias, a primeira mesa do Simpósio Internacional Mudanças Climáticas e Justiça Social: “Situação atual das mudanças climáticas no planeta e seus impactos sócio-ambientais”, foi aberta na manhã desta segunda-feira, 8.

O professor do Departamento de Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP), Tércio Ambrizzi, deu início ao evento destacando os principais pontos que afetam a sociedade e o meio ambiente. Responsável pelo tema “Aspectos Globais das Mudanças Climáticas”, Ambrizzi foi categórico em frisar os dados atuais do aquecimento global. “O aquecimento está por toda parte. Não há um país que não sinta essa mudança hoje. As temperaturas já não são as mesmas, os furacões começam a chegar no Brasil, o nível do mar sobe, tudo isso em decorrência do aquecimento global”.

Ambrizzi mencionou os últimos dados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), o qual revela para onde caminha o mundo em consequência da emissão de gases do efeito estufa. O professor adverte para a vulnerabilidade das populações mais pobres. “O aumento da temperatura, do nível do mar vai atingir principalmente os mais pobres. É preciso estarmos atentos a esse fato que atinge diretamente os brasileiros”.

Os cenários apresentados pelo professor da USP revelam que três dados têm contribuído para as mudanças climáticas. “O aumento da temperatura, o aumento do nível do mar e a concentração de dióxido de carbono (CO2)”. “Se esses dados continuarem a se expandir, o Brasil vai assumir uma nova identidade com impactos diretos à agricultura, e mais presença de secas e inundações nos próximos anos”.

Tércio Ambrizzi fechou sua apresentação deixando uma mensagem aos participantes do Simpósio. “Precisamos urgentemente de políticas públicas voltadas para o meio ambiente, precisamos conscientizar hoje para que tenhamos um futuro seguro. Para isso, é preciso aumentar a capacidade de ações humanitárias e desenvolver sistemas de alerta mais eficazes sobre as mudanças climáticas”.

A palestrante alemã, Katrin Vohland, deu ênfase aos “Aspectos Globais das Mudanças Climáticas”. Numa série de slides, a pesquisadora cita como principal responsável pela mudança no clima, as indústrias poluentes. Para reverter a situação, ela disse que a ciência, o governo, e a sociedade organizada devem se apoiar em cinco grande pilares de um acordo global. “Investir em pesquisa e desenvolvimento”; “Controlar o mercado de carbono”; “evitar o desflorestamento e a degradação”; “desenvolvimento sustentável” e “adaptação”.

Vohland ressaltou que só dinheiro não é suficiente para frear as mudanças climáticas. “Investimentos são necessários, mas o dinheiro não é suficiente. É preciso alimentar a produção de desenvolvimento sustentável”.
Para a pesquisadora, é preciso “considerar os segmentos mais pobres da sociedade, por serem vulneráveis; vincular proteção climática à redução da pobreza e interligar políticas de desenvolvimento com sustentabilidade”.

Coletiva de Imprensa
O secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara Barbosa; o representante da Misereor, entidade católica alemã parceira no evento, Cláudio Moser; e o professor da USP, Tércio Ambrizzi, destacaram os valores e a importância de discutir mudanças climáticas em um evento internacional.
Dom Dimas afirmou que a consciência ambiental tem crescido na Igreja.

O secretário relembrou alguns dos esforços da Igreja no Brasil para tratar da temática ecológica. “Não é de hoje a preocupação da Igreja em tratar das questões ligadas a ecologia. Podemos lembrar que em 1979, a Campanha da Fraternidade refletiu a temática “Preserve o que é de todos”; em 2004 voltamos a pensar sobre o assunto com a Campanha da Fraternidade “Água, fonte de vida”, e em 2007 com a Campanha “Vida e Missão neste Chão”, enumerou.

“Acreditamos que as mudanças climáticas irão atingir as populações mais pobres do Brasil. Questões ligadas às águas, alimentação e saúde serão diretamente atingidas. Os ricos sofrerão menos com essas mudanças, por isso, é importante criar formas de adaptação a essas mudanças climáticas”, disse Cláudio Moser.

Tércio Ambrizzi também sublinhou que a sociedade, o governo e os meios de comunicação devem estar atentos aos dados apresentados pela ciência referentes a mudanças climáticas. “Nos últimos 30 anos a temperatura da terra subiu 0,5º. O nível do mar subiu entre 1 e 2º. Se o mar sobe mais meio grau, pode ocorrer sérios danos em muitos pontos do litoral brasileiro. Se a temperatura subir, muitas regiões podem sofrer. É preciso atentar para esses números”.

Ambrizzi advertiu ainda para a importância da ligação que deve existir entre governo, meios de comunicação, ciência, academia e a sociedade organizada. Segundo o professor, essa ponte antecipa dados que podem evitar catástrofes no país e no mundo. “Os desastres que aconteceram no Norte e Nordeste já havia sido identificado pelos centros de meteorologia. Foi divulgado que havia grandes chances de cair muito volume de chuvas e nada foi feito. Esperou-se que caísse e ocorre o que todos nós já sabemos”.

fotos e matéria: Fúlvio Costa
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Aspecto Ecológico faz cobertura exclusiva de Simpósio Internacional “Mudanças Climáticas e Justiça Social”

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Durante os três dias do “Simpósio Internacional Mudanças Climáticas e Justiça Social”, que começa amanhã, 8, e prossegue até o próximo dia 10, no Centro Cultural de Brasília [CCB – L2 Norte, Quadra 601, Brasília – DF], o blog Aspecto Ecológico fará cobertura exclusiva do evento. O Simpósio é organizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Misereor, entidade católica alemã e diversas parceiras, a fim de discutir os impactos das mudanças climáticas sobre as populações mais vulneráveis.

A expectativa dos organizadores é reunir nos três dias de encontro, 200 pessoas, entre cientistas, representantes de movimentos e pastorais sociais, e vítimas de fenômenos provocados pelas mudanças climáticas.

A organização do Simpósio explica ainda que o objetivo do encontro é expor a gravidade das mudanças climáticas para a humanidade; entre eles, o relatório divulgado na última sexta-feira, 29, pelo Fórum Humanitário Global (FHG), entidade cuja sede fica em Genebra, Suíça, que revelou que cerca de 315 mil pessoas são mortas a cada ano vítimas da fome, doenças e desastres naturais.

“A partir dos debates, espera-se que a sociedade tome uma posição mais consistente em relação à questão, adotando medidas para impedir o avanço das mudanças climáticas e suas graves consequências. O Simpósio pretende também formular cobranças para o Estado”, acrescenta a organização.

Durante o acontecimento alguns representantes de grupos vulneráveis [povos indígenas, ribeirinhos e populações empobrecidas] falarão de suas reações e adaptações aos efeitos das mudanças climáticas.

A assessora da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e Paz, da CNBB, irmã Delci Franzen, diz que o interesse pelo evento está crescendo. “Percebemos nas pastorais da Igreja, nos movimentos populares, rurais e urbanos, nas universidades, que a atenção está cada vez maior à procura do Simpósio. Acredito que vai superar as expectativas, pois está sendo bastante divulgado”.

Irmã Delci ressalta que a iniciativa da CNBB é de extremo interesse por tratar-se de um tema urgente. “A temática é urgente e importante, pautada na sociedade, na Igreja; com certeza se espera que os participantes saiam mais fortalecidos e informados para enfrentar as políticas do governo a respeito dessa preocupação”.

Outro ponto que chama a atenção da sociedade para o Simpósio, diz irmã Delci, é a “participação de cientistas estrangeiros que vai proporcionar a ampliação do debate”.

Debatedores
Dentre os debatedores estão o pesquisador do Departamento de Ciências Atmosféricas da USP, Tércio Ambrizzi; os membros da coordenação de Pesquisas em Ecologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpe) e integrantes do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Philip Fearnside e Carlos Nobre; o teólogo da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC – RS), Luiz Carlos Susin; representantes de indígenas, pescadores, quilombolas, atingidos por barragens, populações afetadas pelas enchentes no Norte e Nordeste e pela seca na região sul. Os palestrantes alemães são Anika Schroeder e Katrin Vohland.

Coletiva de Imprensa
Na manhã do dia 8, abertura do Simpósio, haverá uma coletiva de imprensa às 10h30 da manhã, logo após a primeira mesa de debates, no local do evento.

Entidades Parceiras

Cáritas Brasileira, Comissão da Amazônia da CNBB, Comissão Água e Meio Ambiente [Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, Universidade Católica de Brasília, Conferência dos Religiosos do Brasil, Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento], Comissão Pastoral da Terra (CPT), Conselho Indigenista Missionário (Cimi), FASE CAIS, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Via Campesina.
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CNBB lança título sobre mudanças climáticas em versão popular ilustrada

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Durante a 47ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, que ocorreu entre os dias 22 de abril e 1º de maio, em Itaici, município de Indaiatuba (SP), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio da Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, lançou o livro “Mudanças Climáticas provocadas pelo aquecimento global – Profecia da Terra”.

A obra, de pouco de 70 páginas, dividida em três capítulos: O que anunciam as mudanças climáticas que já estão acontecendo; Desafios para a humanidade; e Motivações cristãs para ter coragem de mudar, agora ganhou uma versão popular para atingir o público estudantil e os movimentos sociais, como explica a assessora da Comissão, irmã Delci Franzen.

“A cartilha é uma versão popular do livro voltado para os movimentos sociais, as comunidades e para a classe estudantil. É por isso que ele ganhou uma cara nova, ilustrada; mas os textos continuam com o mesmo cunho cientifico, com reflexões teológicas e pistas de ação”.

Recheado de olhar crítico, Mudanças Climáticas, é literalmente uma profecia da terra, cujo foco está direcionado ao aumento de gases na atmosfera, mudanças climáticas, e com o questionamento: “Quem provoca esse aquecimento e as mudanças climáticas?

A obra traz ainda reflexões sobre Água, alimentos, além de fundamentos bíblico-teológicos a respeito do cuidado com a criação e de uma espiritualidade ecológica, com propostas de ação pastoral.

Os artigos e textos do livro são contribuições de várias obras e institutos que trabalham em favor da ecologia, como é o caso do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), Instituto Humanitas Unisinos, Folha de São Paulo, o livro O Sonho da Terra, de Thomas Berry, entre outros.

Sobre o que vai ocorrer no futuro, a partir das consequências provocas pelas mudanças climáticas, o livro diz. “Tudo vai depender de como a humanidade, e de modo especial os países que mais emitem gases que provocam efeito estufa, se comportarem de agora em diante. Levarão, finalmente, a sério as advertências dos povos indígenas, dos ecologistas e das conclusões dos cientistas? Serão capazes de fazer as mudanças necessárias, indispensáveis para evitar o pior? Serão capazes de mudar com maior profundidade, passando a fazer penitência pelo malfeito à mãe terra e a retomar sua qualidade de cuidadores da vida na Terra?”.
A cartilha é composta de 32 páginas produzidas com folhas recicláveis.

Fúlvio Costa
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CARTA ABERTA À SOCIEDADE BRASILEIRA - Dia Mundial do Meio Ambiente - O que comemorar?

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O Dia Mundial do Meio Ambiente, 05 de junho, foi instituído em 1972. O Brasil ampliou a ideia e decretou a primeira semana de junho como a Semana Nacional do Meio Ambiente, com o objetivo de sensibilizar a sociedade brasileira para uma reflexão a respeito dos problemas ambientais. Entretanto, em 2009, temos pouco a celebrar
diante do cenário caótico da política ambiental brasileira.

Os servidores do Ministério do Meio Ambiente - MMA, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - Ibama e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade vão a público, em momento tão significativo, denunciar ações de depredação do nosso Patrimônio Natural, em benefício de poucos.

Na busca de desenvolvimento econômico a qualquer preço e atendendo grupos de grandes produtores rurais, o Governo Federal e o Congresso Nacional promovem alterações drásticas na legislação ambiental federal, sem uma ampla discussão com a sociedade.

A proposta mais gritante é a alteração do Código Florestal, com a redução de percentuais de conservação obrigatória (Reserva Legal) na Amazônia e a aceitação de compensação de reservas e danos ambientais em Unidades da Federação e bacias hidrografias distintos do local em que houve o dano ambiental, além da permissão de reflorestamento com espécies exóticas (não-nativas brasileiras), inclusive nas margens de rios, o que seria um erro irreversível na proteção da biodiversidade brasileira.

Outra medida recém-aprovada na Câmara dos Deputados permite o processo de regularização fundiária de terras públicas na Amazônia. A maior parcela dessas terras está nas mãos de médios e grandes agropecuaristas. Ao contrário do que se veicula, tal medida não beneficiaria as camadas mais carentes, formada por pequenos produtores familiares que, segundo dados do Incra, detêm apenas 11,5% da área a ser regularizada.

Some-se ainda que a nova lei deixa posseiros e grileiros no mesmo patamar, o que significa dar "anistia" para quem sempre destruiu a floresta.

Os problemas se avolumam com a fragilidade dos órgãos públicos do setor ambiental federal, que sofrem com falta de pessoal, de recursos e de infra-estrutura, sendo que boa parte dos escritórios do Ibama e das Unidades de Conservação vive em completo abandono.

Como exemplos de desinteresse institucional por parte do Governo,
servidores não recebem qualquer gratificação por serem lotados em locais remotos e de baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), por fazerem fiscalização ou por se especializarem, como ocorre em outras carreiras do Executivo.

O processo de reestruturação da Carreira de Especialista em Meio Ambiente está travado desde 2005; a gestão de pessoal é precária e não há um programa de capacitação. Todo esse cenário desestimula os servidores, que na primeira chance abandonam a Carreira, o que prova a evasão no Ibama e no MMA ultrapassar 30% em menos de 3 anos.

Enfim, enquanto o mundo busca formas de crescimento sustentáveis, com alteração de matriz energética, recuperação de áreas degradadas e mudança no padrão de desenvolvimento, o Brasil, conhecido por ser modelo de legislação ambiental, dá claras evidências de retrocesso na sua política.

Servidores clamam para que a sociedade vigie as ações tomadas pelos principais atores públicos: crescimento sim, mas com planejamento responsável e respeito ao meio ambiente. A utilização responsável dos recursos naturais guarda ótimas oportunidades de desenvolvimento para o país!

Brasília, 1º de junho de 2009.

Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente e do PECMA - Plano Especial de Carreira de Meio Ambiente
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Especial Dia Mundial do Meio Ambiente: reflexão para a vida

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"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"

Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro de casa e recebe o exemplo vindo de seus pais , torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta aonde vive...

Essa pergunta foi a vencedora em um congresso sobre vida sustentável. Autor desconhecido.
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Dia Mundial do Meio Ambiente

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Com o objetivo de tratar assuntos ambientais que englobam o planeta, a Organização das Nações Unidas (ONU) criou, em 1972, o Dia Mundial do Meio Ambiente, durante uma Conferência das Nações Unidas.

113 países e 250 organizações não-governamentais participaram. Foi assim que surgiu o Dia Mundial do Meio Ambiente. A pauta do evento abordava a degradação ambiental causada pelo homem, e os riscos para sua sobrevivência, além de pensar a diversidade biológica e sua preservação acima de qualquer possibilidade.

Da reunião, nasceram como frutos, vários documentos relacionados às questões ambientais, como também um plano para traçar ações da humanidade e dos governos para combater o problema.

A importância da data

O Dia do Meio Ambiente é importante porque ele sugere a discussão de aspectos relacionados à poluição do ar, da água e do solo; desmatamento, destruição da camada de ozônio, aquecimento global, diminuição da biodiversidade e da água potável ao consumo humano, extinção de animais, destruição de espécies vegetais e das florestas, dentre outros.

No Brasil, dois anos depois da Conferência da ONU, foi iniciado um trabalho de preservação ambiental, pela Secretaria Especial do Meio Ambiente, com o objetivo de levar à população informações de responsabilidades para a preservação da natureza.

Obstáculos

Os prejuízos são enormes com relação à preservação ambiental. Isso porque a vida moderna tem possibilitado cada vez mais, o aumento da quantidade de lixo descartado todos os dias, bem como copos e garrafas de plástico, latas de alumínio, sacos, papéis e papelões, entre tantos outros que causam a destruição da natureza e morte de espécies animais.

Ainda há muito para se alcançar em políticas para preservação do meio ambiente, como também de reaproveitamento de materiais. No Brasil ainda é escassa a coleta seletiva de lixo, presente apenas, em muitos estados, nos grandes centros urbanos. Isso vem causando o aumento da poluição do ar.

As novas tecnologias têm colaborado para a degradação da natureza. Baterias de celular, pilhas, sucatas de computadores, são descartados todos os dias sem nenhum cuidado ambiental. Esses materiais são absorvidos pelo solo originando a contaminação dos lençóis subterrâneos de água, dos rios e do próprio mar.

Papel do cidadão
A poluição do meio ambiente deve ser a preocupação de cada um. A população deve ter consciência para reverter a situação que afeta toda a humanidade no presente e afetará as populações futura.

Faça sua parte, não jogue lixo nas ruas, não polua rios, use menos os produtos descartáveis e não saiam de carro todos os dias. Se sair, procure não dirigir sozinho, mas leve alguém ou várias pessoas. Para que as gerações futuras vivam sem riscos, a sociedade atual deve preservar o meio ambiente hoje.

Fúlvio Costa
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Aspecto Ecológico de cara nova

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Com o objetivo de tornar a preservação ambiental mais próxima das pessoas, foco principal para que a ecologia aconteça, o blog Aspecto Ecológico, a partir desta quinta-feira, 4, muda seu layout, passando a padronizar o verde como cor de fundo, uma página que abrange toda a tela do computador e um avatar que define a linha de publicações que o portal segue desde sua criação, 13 de janeiro de 2009.

Avatar
Composto por uma série de imagens, inclusive do famoso portal de fotografias Óbvios, o novo Avatar [topo] de Aspecto Ecológico foi criado pelo estudante de Sistemas de Informação e grajauense (MA), Alberto Júnior. A ideia é passar ao internauta, por meio da imagem, que estamos diante de um impasse: de um lado preservamos, temos uma natureza bela, bem cuidada e vivendo a liberdade que Deus lhe deu. Esse Aspecto está do lado direito de quem olha a tela do computador, espaço da consciência, da preservação.

Na esquerda, temos um planeta em fase avançada de destruição, causada pela ação humana, por meio da poluição da atmosfera, o que vem causando rapidamente o derretimento das geleiras polares, o aquecimento global, a fome e a miséria.

No meio há uma fotografia do autor deste blog, cujo objetivo é dizer que ele é o mediador do portal, como também alguém que está aberto para interagir com o público leitor. A fotografia é apenas para estreitar esse laço com receptor, que também é fonte e notícia, mas acima de tudo cidadão que tem o direito à informação, principalmente se esta lhe diz respeito à própria vida.

Slogan
“Consciência Ambiental a Todo o Custo!”. Este é o slogan de Aspecto Ecológico. Impactante, tem a meta de fazer o leitor perceber em que estágio de degradação ambiental está o planeta terra. Consciência Ambiental a Todo o Custo! Faz lembrar que, independente de qualquer situação, a consciência ambiental deve ser preservada, para que possamos viver e dar possibilidade para que as gerações futuras possam viver também.

Boa leitura a todos e sejam bem-vindos!
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178 quilômetros quadrados de floresta foram ao chão na Amazônia, entre março e abril deste ano

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Um levantamento divulgado na última sexta-feira, 29, pela organização não-governamental (ONG) Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) afirma que a Amazônia perdeu 178 quilômetros quadrados de cobertura florestal, entre os meses de março e abril deste ano.

A visualização dos satélites foi prejudicada quando a pesquisa estava sendo realizada. Isso por causa da grande quantidade de nuvens sobre a região no período.
Ainda de acordo com o levantamento, Mato Grosso foi o estado que mais devastou nos meses analisados em 2009: 76,6% quilômetros quadrados no total. Em comparação com o ano passado, houve uma redução de 34%.

Cerca de 66% da visualização dos satélites foram prejudicados por causa das nuvens. “Por esse motivo, os dados de desmatamento podem estar subestimados durante esses meses”, diz o relatório. Em abril, 80% do Pará estava coberto por nuvens.

Na semana corrente, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), deve divulgar o desmate acumulado nos meses de fevereiro e abril de 2009. A pesquisa do Imazon é paralelo às estatísticas do Inpe.

Os levantamento do Imazon é paralelo à estatística oficial do desmatamento, calculada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Na próxima semana, o instituto deve divulgar o desmate acumulado entre fevereiro e abril deste ano.

Fúlvio Costa, com informações da Agência Brasil
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Por que a natureza é retirada do seu devido lugar com tanta violência?

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Enquanto a natureza for retirada do seu devido lugar, enquanto o homem continuar a devastar, o mundo e a raça humana continuarão a se perguntar as motivações de tanta destruição, só que de uma maneira à altura da mesma violênia com que é retirado aquilo que nos proporciona a vida.
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Estudo do FHG releva que mudanças climáticas já causam 315 mil mortes por ano

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Cerca de 315 mil pessoas já são mortas por ano, pela fome, doenças ou desastres naturais. Esse número deve subir para 500 mil até 2030. Os dados são do relatório divulgado na última sexta-feira pelo Fórum Humanitário Global (FHG), entidade cuja sede fica em Genebra.

De acordo com o estudo, 325 milhões de pessoas em todo o mundo são afetadas pelas mudanças climáticas. A pesquisa revela que em 20 anos esse número deve dobrar, atingindo o equivalente a 10% da população mundial da atualidade, que hoje chega a 6,7 bilhões.

"A mudança climática é o maior desafio humanitário emergente do nosso tempo. Causa sofrimento para centenas de milhões de pessoas no mundo todo", disse a nota assinada pelo ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan, presidente do FHG.
US$ 125 bilhões por ano, é o prejuízo decorrente do aquecimento global, valor que supera o fluxo da ajuda dos países ricos para os pobres. A cifra deve chegar a US$ 340 bilhões por ano até 2030, segundo o relatório.

"Os primeiros atingidos e os mais afetados são os grupos mais pobres do mundo, embora eles pouco tenham feito para causar o problema", acrescentou.

O relatório aponta ainda que os países em desenvolvimento sofrem mais de 90 por cento do ônus humano e econômico da mudança climática, embora os 50 países mais pobres respondam por menos de 1 por cento das emissões de gases do efeito estufa.

Para Annan, a conferência climática de dezembro da ONU em Copenhague deve aprovar um tratado eficaz, justo e compulsório para substituir o Protocolo de Kyoto. "Copenhague precisa ser o acordo internacional mais ambicioso já negociado", escreveu Annan na introdução do relatório. "A alternativa é a fome em massa, a migração em massa e a doença em massa”.

Gravidade
A base de estudo é feita a partir de um cenário conservador estabelecido pela ONU. Isso quer dizer que o aquecimento global é mais grave do que o texto prevê. Novas pesquisas científicas direcionam para uma mudança climática maior e mais rápida.

Dos 20 países mais vulneráveis, aproximadamente 15 ficam na África, de acordo com o estudo. A região Sul da Ásia e pequenos países insulares também são bastante afetados.

O relatório pede especial atenção às 500 milhões de pessoas consideradas extremamente vulneráveis, por viverem em países pobres propensos a secas, inundações, tempestades, elevação do nível dos mares e desertificação.

Alternativas
Para evitar o pior, o texto diz que é preciso multiplicar por cem os esforços de adaptação à mudança climática nos países em desenvolvimento. Verbas internacionais destinadas a isso alcançam apenas US$ 400 milhões por ano, enquanto o custo estimado da mudança climática fica em US$ 32 bilhões.

“O financiamento dos países ricos para ajudar os pobres e vulneráveis a se adaptarem à mudança climática não chega nem a 1 por cento do que é necessário", disse executiva-chefe da ONG britânica Oxfam e integrante do conselho diretor do FHG, Barbara Stocking,. "Esta flagrante injustiça precisa ser resolvida em Copenhague em dezembro."

Fúlvio Costa, com informações do Estadão Online
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