Quatro anos depois: justiça brasileira concede liberdade ao fazendeiro acusado de matar Ir. Dorothy Stang


“Reginaldo Pereira Galvão”. Este é nome do acusado de mandar matar a missionária americana, irmã Dorothy Stang, que recebeu nesta segunda-feira, 16, um habeas corpus do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). Galvão estava detido desde o ano passado por grilagem e estelionato por apropriação de terras públicas.

Com a decisão do TRF, Galvão deverá aguardar em liberdade a conclusão das investigações que devem finalizar em 60 dias. De acordo com nota divulgada pelo Tribunal, a principal causa da decisão foi o longo prazo para a conclusão do inquérito policial sobre o caso.

Ainda em andamento, o processo será encaminhado para a Procuradoria Regional da República da 1ª Região, para análise de um procurador sobre a possibilidade de um recurso contra a decisão. Não é a primeira vez que Galvão se sobressai perante a Justiça brasileira. Em 2006, ele conseguiu habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) depois de ter cumprido mais de um ano de prisão pela morte da missionária.

Além desse crime, Reginaldo Galvão responde também por outras ações, como trabalho escravo, crimes ambientais e fraudes contra a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).

Impunidade
Depois de um segundo julgamento realizado em 2008, o fazendeiro Vitalmiro Moura, também acusado de participar do assassinato da freira, foi inocentado e Regivaldo Galvão, apontado pelo Ministério Público como responsável direto pelo assassinato da missionária americana, sequer foi julgado por este crime.

O trabalho que Dorothy Stang vinha realizando na região de Anapu (PA) também está ameaçado de desaparecer. Seu plano de transformar uma área de cerca de 200 mil hectares em modelo de exploração sustentável por pequenos agricultores está paralisado e as terras foram invadidas por fazendeiros e madeireiros.


Fúlvio Costa
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