Eu assisti o documentário “Uma verdade inconveniente”, de Al Gore


Neste fim de semana eu tive o privilégio de assistir o documentário “Uma Verdade Inconveniente”, do americano e ex-vice-presidente dos Estados Unidos da América, entre 1993 a 2001, Al Gore. O vídeo, de 80 minutos, trata da emergência do planeta terra perante a situação do aquecimento global e já ganhou o Oscar de melhor documentário em 2006, e o Prêmio Nobel da Paz, de 2007.

Segundo Al Gore, no documentário, se confirmadas as pesquisas dos estudiosos, no caso ele também é um estudioso do aquecimento global, o planeta “só tem 10 anos para reverter a situação de uma catástrofe jamais passada por nós antes”. As palavras foram ditas em 2005, quando foi lançado o vídeo, ou seja, há 4 anos.

"Acreditava-se que a maior massa de gelo no planeta - a Antártida oriental - estivesse aumentando. Faz dois meses, um novo estudo pormenorizado mostrou indícios de que ela também pode estar começando a derreter. O sistema do clima geral é formado pelos padrões planetários dos ventos e das correntes marítimas, que redistribuem o calor dos trópicos para os pólos", explica Gore.

O documentário realizado a partir de um slide show que Al Gore apresenta pelo mundo inteiro, o qual ele diz ter apresentado pelo menos umas mil vezes, considera a ação humana com ênfase na emissão de CO2 na atmosfera, um dos principais fatores do aquecimento global, o derretimento de geleiras e, consequentemente, o aumento do nível do mar que deverá inundar cidades e até mesmo estados e províncias litorâneas do planeta em breve.

“O aquecimento global provocará uma mudança climática que acabará com a vida como a conhecemos”, adverte Al Gore. Para reverter a situação, o quase próximo presidente dos EUA, sublinha que é necessária uma ação internacional urgente. Outros cientistas e estudantes do aquecimento global, no entanto, acreditam que o aquecimento já se trata de um ponto sem volta e que a situação se tornará “insuportável lá por volta de 2040”, como bem cita o cientista e ambientalista inglês James Lovelock, em seu livro, “A vingança de Gaia”, lançado recentemente.

Lock vai mais longe em seu livro, e diz que até 2100, é provável que 80% da humanidade desapareça. “O aquecimento global foi provocado pelo homem e, por isso, corremos o risco de ser extintos”.

Uma Verdade Inconveniente, de Al Gore, é uma reflexão sobre um futuro incerto. É um olhar de um estudioso que se preocupa com o meio ambiente e já mostra pessimismo sobre o futuro da humanidade.

Durante o vídeo, Al Gore faz uma comparação do planeta terra e a humanidade hoje, e um sapo jogado dentro de uma panela fervente. Para ele, se o sapo está na panela com água fria e esta começa a ferver, o sapo pula fora, quando a água começa a esquentar. Mas, se esta panela está quente, o sapo continua lá até que morra ou alguém o retire. Há uma mensagem oculta aí: a humanidade está adormecida quanto ao aquecimento global. A panela já está fervendo, mas estamos todos dormindo diante da situação.

De acordo com Gore, a única coisa que ainda nos falta para entrar em ação é a vontade política. No entanto, como ele mesmo faz questão de lembrar no documentário, "nas democracias a vontade política é um recurso renovável".

Fúlvio Costa


Reações: 

2 Response to "Eu assisti o documentário “Uma verdade inconveniente”, de Al Gore"

  1. Wlyssys Yguana Says:

    Programas e documentarios como esse deveria passar em televisão aberta, no lugar de varios programas "inuteis" da televisão brasileira.

  2. Aquela garota branca Says:

    é aterrorizante pensarem nossa extinção! e não consigo entender toda essa paralização mundial diante de algo claro, sendo natural ou provocado por nós. Bom, mas será que o Al Gore não está se precipitando quanto as previsões de um futuro relativamente distante?

    Obrigada por também me acompanhar, Fúlvio.

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