
Na última semana, o IBGE divulgou um mapa das espécies aquáticas brasileiras ameaçadas de extinção. São pelo menos 238 espécies que podem desaparecer.
Sobrepesca [pesca acima da capacidade de produção]; ocupação da faixa litorânea e a conseqüente poluição das águas. Estes são alguns dos fatores divulgados na semana passada pelo IBGE que ameaçam 238 espécies de invertebrados aquáticos e peixes no Brasil. De acordo com a pesquisa, o estado de São Paulo lidera o ranking com 86 espécies nesta situação. O Rio vem logo em seguida, com 76 espécies ameaçadas.
O mapa do IBGE baseia-se principalmente em estudos feitos até 2004 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), concluído com informações levantadas em diferentes instituições de pesquisa e na literatura especializada.
O caranguejo-uçá é um exemplo de espécie que entrou em colapso em vários estados do país. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), embora essa espécie de caranguejo seja um dos principais produtos das pescarias no Maranhão e Piauí, há sinais de que a sobrepesca pode levar rapidamente ao fim da atividade extrativista desse crustáceo na região.
A pesquisadora e biólogo do IBGE, Lícia Leone Couto, diz que o mapa pode colaborar na preservação da biodiversidade. O estudo revela, por exemplo, que a coincidência das áreas de ocupação acelerada, nas faixas litorâneas, com a drástica redução da fauna aquática nesses locais.
Ainda segundo Lícia Couto, a visualização do local onde os problemas estão ocorrendo pode ajudar a planejar iniciativas para superá-los. A pesca esportiva e o comércio de peixes ornamentais são outros fatores importantes de destruição da biodiversidade.
Fonte: IBGE
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